WhatsApp e SAC do Tauste não funciona
Quando uma empresa cria um canal de comunicação com os clientes, prometendo atendimento, solução de problemas, mediação de conflitos e espaço para elogios e sugestões, o mínimo que se espera é que cumpra aquilo que promete.
É o básico.
Mas não é isso que o Supermercado Tauste, de Marília, vem oferecendo aos seus consumidores.
Clientes relatam contatos ignorados, ausência de respostas e um SAC que, na prática, parece não funcionar. O WhatsApp disponibilizado pela empresa também não resolve as demandas apresentadas pelos consumidores.
O resultado é um cenário de completo desrespeito ao cliente.
Esse é o drama vivido pelo consumidor LGVM, de 55 anos, que realizou uma compra online e, ao receber o pedido, percebeu a ausência de um item:
Pedido nº #000680035
113913 LING TP CALABR PERDIGAO EMB KG 16010000 060 5405
Há mais de 13 horas, ele tenta contato com a empresa sem obter qualquer resposta. Ao ligar para uma das lojas físicas, recebeu a informação de que a unidade “não tem relação com isso” e foi orientado a procurar o WhatsApp da empresa.
Mas como resolver um problema por um canal que simplesmente não responde?
Além da falha no atendimento, surge um ponto jurídico importante. O Código de Defesa do Consumidor estabelece o princípio da responsabilidade solidária entre os fornecedores envolvidos na cadeia de consumo. Em outras palavras, loja física, atendimento online, SAC e empresa respondem conjuntamente pelos problemas causados ao consumidor.
O cliente não é obrigado a ficar sendo empurrado de um setor para outro, enquanto aguarda indefinidamente por uma solução simples.
Respeitar o consumidor não deveria ser um favor. É obrigação legal e moral.
Defesa do Consumidor
Atualização: O Tauste respondeu após 18 horas de espera e após a Ouvidoria ter sido acionada.

