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Por unanimidade, curta brasileiro sobre trisal de idosos gays vence prêmio em festival de cinema nos EUA: 'Orgulho sem tamanho'



Curta LGBT+ com recursos de lei em Bauru vence festival nos EUA
“Morfeu & Caronte”, curta-metragem sobre três idosos que vivem um trisal, realizado com a Lei Paulo Gustavo em Bauru (SP), venceu a categoria Melhor Curta de Ficção na 50ª edição do Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco (Frameline).
Em entrevista ao g1, Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr, diretores da produção independente, celebraram a vitória na premiação.
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De acordo com Ulian, que compareceu presencialmente à competição, a escolha da produção foi unânime pelo júri. Além do choque pela vitória, o cineasta também vivenciou a aclamação do público no momento do anúncio do vencedor. Veja no vídeo acima.
“Essa coisa da unanimidade é doido demais. Simplesmente boquiaberto, eu só soube disso através do próprio discurso, na hora do anúncio […] É uma surpresa, uma honra, um orgulho sem tamanho. Fizemos um filme sem pretensões gigantescas, e é fantástico até onde ele já chegou”, conta.
Diretor recebeu prêmio de Melhor Curta de Ficção na 50ª edição do festival Frameline
Aline Arruda
O anúncio, feito no sábado (27), ganhou um tom ainda mais especial, já que no domingo (28) foi comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+.
“A importância dessa conquista em pleno fim de semana do orgulho não é apenas simbólica, mas extremamente substantiva: um filme brasileiro, de baixo orçamento, sobre três idosos gays, ganhou o prêmio máximo de sua categoria”, completa.
‘Morfeu & Caronte’ conta a história de três homens gays que se relacionam
Aline Arruda
Enredo do curta
Na história, um dos membros de um trisal de idosos gays é diagnosticado com demência. Ao passo que a doença avança em Zito (Bayard Tonelli), o homem revisita memórias de sua vida com a presença de seus dois amores, Morfeu (Marco Canonici) e Caronte (Tony Reis).
🔎 O nome dos personagens-títulos não é por acaso: segundo a mitologia grega, enquanto Morfeu é o deus dos sonhos, Caronte transporta as almas que estão no limbo — entre a vida e a morte.
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Segundo Luiz, o público que ocupava o Teatro Castro, em São Francisco, onde o curta foi exibido, era semelhante aos protagonistas da história.
“Tinha bastante gente. E uma curiosidade relevante: muitos homens gays já mais idosos, acima dos 60. Então foi algo lindo, tocante, e muitos vieram nos contar em seguida como foi emocionante a experiência”, comemora.
Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian são diretores do curta-metragem ‘Morfeu & Caronte’
Arquivo pessoal
Importância do prêmio
Jocimar destacou que esse é o primeiro projeto premiado da dupla, por isso a importância desse reconhecimento.
“A sensação foi a melhor possível. Foi uma realização de um sonho mesmo. Nós já estávamos felizes simplesmente de termos sido selecionados para o festival, mas a premiação realmente superou todas as nossas expectativas”, destaca.
Curta venceu a categoria Melhor Curta de Ficção na 50ª edição do Frameline
Arquivo pessoal
Com o foco na terceira idade e, principalmente, no recorte queer sobre o tema do envelhecimento, o cineasta enxerga a vitória como uma homenagem às pessoas que estão vivenciando essa experiência.
“Nosso filme é uma grande homenagem transgressora aos musicais clássicos brasileiros e estrangeiros e celebra as vivências próprias de velhice LGBTQIA+, um tema muito caro para nós, em todas as suas delícias e dissabores”, avalia.
Curta LGBT com lei de Bauru (SP) foi exibido no Teatro Castro, em São Francisco
Mitch Altman
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*Colaborou sob supervisão de Mariana Bonora
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