Marilia

No ambulatório da Santa Casa de Marília, somos atendidos por anjos

Em tempos de relacionamentos e atendimentos robotizados, frios, impessoais e distantes, nos quais muitas vezes falta apreço por aqueles que estão do outro lado dos balcões de atendimento, causa surpresa e admiração encontrar profissionais que vão muito além das atribuições básicas e das obrigações inerentes às funções para as quais foram contratadas.

Nesse aspecto, a chefe do atendimento do ambulatório da Santa Casa de Misericórdia de Marília, Gislaine Brundani, e a excepcional atendente responsável pela marcação de consultas e exames, Bruna Colombo, são profissionais que estão muito acima da média e do senso comum.

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Duas mulheres fora da curva.

Atenciosas, dedicadas, comprometidas com a excelência no atendimento e, acima de tudo, seres humanos sensíveis ao sofrimento daqueles que procuram a Santa Casa em busca de assistência. Fazem de tudo para atender e marcar datas de consultas e exames,

Gislaine e Bruna demonstram que atender bem é muito mais do que cumprir protocolos, preencher formulários ou agendar consultas. É compreender que, por trás de cada nome, existe uma história, uma família, uma angústia e, muitas vezes, uma pessoa que já está emocionalmente fragilizada pelo sofrimento e pela incerteza.

Quem enfrenta problemas de saúde sabe que nem sempre é fácil lidar com a dor, com as limitações, com a espera e com o medo do que está por vir. Nesses momentos, uma palavra gentil, um gesto de atenção, um olhar acolhedor ou a simples disposição para ajudar podem representar muito mais do que se imagina.

E é justamente aí que essas duas profissionais fazem a diferença.

Elas nos lembram de que a excelência profissional não está apenas na competência técnica, mas também na capacidade de enxergar o ser humano que existe por trás de cada atendimento. Não se trata de fazer favores, mas de exercer a própria função com humanidade, respeito, empatia e amor ao próximo.

Talvez elas nem imaginem o quanto suas atitudes são importantes para quem está do outro lado do balcão. Talvez não tenham dimensão do alívio que proporcionam, da esperança que renovam e da diferença que fazem na vida de pessoas que chegam à Santa Casa carregando dores que nem sempre podem ser vistas.

Por isso, faço questão de registrar publicamente meu reconhecimento, minha gratidão e minha admiração por Gislaine e Bruna Colombo.

Em um mundo no qual tantas pessoas parecem ter se acostumado à indiferença, encontrar profissionais que ainda tratam o próximo com dignidade e sensibilidade é motivo de esperança.

Que a Santa Casa de Misericórdia de Marília reconheça o valor dessas duas mulheres. Profissionais assim merecem ser valorizadas, respeitadas e lembradas, porque contribuem não apenas para a qualidade do atendimento, mas também para tornar mais humana a experiência de quem precisa de cuidados de saúde.

Gislaine e Bruna, muito obrigado!

Talvez vocês vejam apenas mais um dia de trabalho, mais uma consulta agendada, mais uma pessoa atendida. Mas, para quem enfrenta momentos difíceis, o que vocês fazem pode significar muito mais do que imaginam.

Às vezes, não conseguimos diminuir a dor de alguém, resolver seus problemas ou mudar a realidade que essa pessoa enfrenta. Mas podemos tornar sua caminhada menos dolorosa. Podemos oferecer um pouco de paz em meio à angústia, um pouco de luz em meio à incerteza e um motivo para acreditar que ainda existem pessoas dispostas a fazer a diferença.

E vocês fazem!

Porque, no fim das contas, as pessoas podem até esquecer os procedimentos, os horários e os detalhes de um atendimento. Mas dificilmente esquecerão quem as tratou com respeito quando estavam fragilizadas, quem lhes ofereceu atenção quando mais precisavam e quem lhes fez sentir que não eram apenas mais um número em uma fila.

Que Deus abençoe abundantemente a vida de vocês, proteja suas famílias e recompense cada gesto de bondade, inclusive aqueles que ninguém vê e pelos quais ninguém aplaude.

Muito obrigado por provarem que, mesmo em tempos de frieza e indiferença, a humanidade ainda encontra espaço para florescer.

Léo Vilhena


NOTA: As pessoas estão muito acostumadas a reclamar, e um artigo como este pode ser visto com desconfiança, porque, no Brasil, ainda não temos a cultura de valorizar os bons atendimentos e reconhecer os profissionais que fazem a diferença. Por isso, é imperioso esclarecer: não tenho relacionamento de amizade com elas nem mantenho qualquer vínculo familiar. Este reconhecimento é fruto exclusivamente da experiência que tive com o atendimento prestado por essas profissionais, que merecem ser valorizadas por sua competência, dedicação e humanidade.