EditorialMarília

A Santa Casa de Misericórdia se superou

Quando escrevi um artigo relatando duas situações perversas e humilhantes que enfrentei durante minha última internação na Santa Casa de Misericórdia em Marília/SP, limitei-me a expor exatamente o que aconteceu. O objetivo foi claro: alertar a ouvidoria. Ponto. Até conversei com um ex-Ministro da Saúde… Ele me segue no X.

No mesmo texto, fiz questão de exaltar o hospital, parabenizar o corpo médico, elogiar nominalmente alguns enfermeiros e enfermeiras e também chamar a atenção para a importância de um olhar mais cuidadoso ao corpo de auxiliares de enfermagem. Ainda assim, deixei evidente a minha convicção de que se trata do melhor hospital público de Marília. Repetirei trechos do texto anterior.


Refiro me ao mais tecnológico e, possivelmente, ao melhor hospital público de Marília, essa charmosa cidade do interior de São Paulo. A Santa Casa de Misericórdia.

Fui paciente, mas, como todo jornalista, observei tudo com atenção. Analisei, filtrei e registrei mentalmente cada detalhe. Ainda durante a internação, já construía este relato sobre a Santa Casa. Trata se de um artigo de opinião independente, sem qualquer patrocínio, escrito por um jornalista atento, criterioso e extremamente observador. Relato, com honestidade, o que vivi e percebi, sem filtros ou distorções. Nada, absolutamente nada, escapou ao meu olhar. Este é um relato sincero.

Apesar dos pontos positivos e negativos apresentados, é justo afirmar que a Santa Casa de Misericórdia de Marília se destaca de forma consistente. Trata se, com segurança, do melhor hospital público da cidade e, possivelmente, de um dos mais qualificados do interior de São Paulo, figurando entre os melhores do país. Entre diversos setores, o de cardiologia é referência nacional.


Como de costume, recebi muitos elogios, mas também críticas previsíveis. Fui chamado de puxa saco, de bajulador. Nada disso altera os fatos.

O artigo ultrapassou cinco mil leituras.

E a minha análise estava errada?

Hoje, 14/04, enquanto trabalhava, mesmo com muita dor no quadril, recebi uma ligação educada, cordial, atenciosa e respeitosa, solicitando informações detalhadas sobre tudo o que ocorreu durante minha internação.

A senhora Rose, da ouvidoria, demonstrou uma elegância e uma gentileza raras. Em seguida, fui contatado pela senhora Érica, chefe de enfermagem da Ala D.

Fiquei impressionado.

Mulheres extremamente educadas, de trato refinado, com uma postura que se destaca pela seriedade e pelo respeito. Mais do que isso, demonstraram real preocupação com os fatos relatados.

Foram cerca de trinta minutos de uma conversa franca, transparente e honesta. Esse contato reforçou, mais uma vez, o meu ponto de vista: há retaguarda, há responsabilidade e há compromisso. É, sim, o melhor hospital de Marília.

Processar esse hospital?

Depois dessa experiência, não passa sequer pela minha cabeça.

Parabéns à Santa Casa. Deixei claro aos meus advogados: não vou processar a SCM.

Esse episódio, além de validar a seriedade da instituição, mostra que críticas responsáveis não destroem reputações, mas ajudam a aprimorar estruturas que já são, por si só, fundamentais para a sociedade.

Léo Vilhena


Nota: Não devolveram meu coração na UTI….