Aeroporto de Marília enfrenta denúncias de abandono e cobranças por melhorias
O Aeroporto Estadual em Marília, enfrenta questionamentos sobre as condições de conservação do terminal de passageiros e o cumprimento das melhorias previstas na concessão administrada pela Rede VOA. As denúncias apontam problemas estruturais e falta de manutenção, situação que exige esclarecimentos e providências dos responsáveis.
Entre as irregularidades relatadas estão rachaduras, infiltrações, paredes descascadas, calçadas danificadas e estruturas metálicas ou fiações expostas. Também são mencionadas deficiências nas instalações, falta de assentos adequados, problemas de iluminação e soluções improvisadas para climatização do ambiente.
A situação já provocou cobranças de representantes políticos e questionamentos sobre o cumprimento das obrigações contratuais. Em setembro de 2025, a Câmara Municipal cobrou informações sobre a modernização do aeroporto, enquanto a fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) passou a ser alvo de atenção pública.
A disputa entre a concessionária e o tradicional Aeroclube de Marília também contribuiu para o impasse em torno das intervenções. Em outubro de 2025, a Prefeitura anunciou uma solução negociada para permitir investimentos e preservar a história da instituição.
Em outubro de 2026, a Rede VOA informou ter iniciado obras em agosto, com investimento anunciado de R$ 9,8 milhões. Entretanto, reportagem publicada em 13 de outubro apontou dificuldades para verificar o avanço dos trabalhos. A primeira entrega está prevista para dezembro.
A situação exige transparência, fiscalização efetiva e informações claras sobre o cronograma. Mais do que promessas, Marília precisa de melhorias concretas em uma infraestrutura importante para a mobilidade regional e o desenvolvimento econômico.
A população tem o direito de saber quais serviços estão sendo executados, quais prazos serão cumpridos e como será garantida a segurança dos passageiros.
