Por que Marcinho VP pode ser solto em 2026? Entenda o caso
O Ministério Público do Rio de Janeiro tenta impedir a soltura de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, prevista para outubro de 2026. Após 30 anos preso, ele atingiu o limite legal de permanência na cadeia vigente na época de suas condenações, gerando um impasse jurídico.
Qual é o motivo para a possível soltura de Marcinho VP?
Marcinho VP está preso desde 1996. Embora tenha condenações que somam 36 anos, a lei brasileira da época limitava o tempo máximo que alguém poderia ficar atrás das grades a 30 anos. Como ele completa esse período em outubro deste ano, sua defesa alega que ele tem o direito de ser colocado em liberdade.
O que o Pacote Anticrime mudou nessa situação?
Em 2019, o Pacote Anticrime aumentou o tempo máximo de prisão no Brasil de 30 para 40 anos. No entanto, essa nova regra só vale para crimes cometidos após a mudança da lei. Para manter o traficante preso, o Ministério Público busca novas condenações ou prisões preventivas em processos que ainda estão em andamento na Justiça.
Como o Ministério Público pretende mantê-lo na cadeia?
A estratégia é focar em processos antigos que ainda não foram julgados. Em um deles, que tramita há 23 anos, o MP-RJ pediu a prisão preventiva alegando que o trio de réus, que inclui Marcinho VP, usa táticas para adiar o julgamento. Além disso, relatórios indicam que ele continua exercendo liderança e ordenando crimes de dentro dos presídios federais.
Onde Marcinho VP cumpre pena atualmente?
Ele está detido no presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Recentemente, a Justiça do Rio renovou sua permanência no sistema federal por mais três anos, negando o pedido da defesa para que ele voltasse ao sistema penitenciário carioca sob o argumento de que ele não exerce mais liderança ativa.
Quem é o cantor Oruam e qual sua relação com o caso?
Oruam é filho de Marcinho VP e um cantor de sucesso que costuma pedir a liberdade do pai em seus shows. Atualmente, o artista é considerado foragido da Justiça após descumprir regras do uso de tornozeleira eletrônica. Ele responde a um processo por tentativa de homicídio qualificado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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